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ONU amplia prazo para entrega de novos planos climáticos dos países, as NDCs

Após atraso, 170 nações sinalizaram a intenção de enviar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) no novo prazo, informou a ONU





A ONU estendeu até setembro o prazo para que os países apresentem as suas metas climáticas para 2035. A medida ocorre após poucos governos entregarem seus planos atualizados de redução de emissões até o prazo de 10 de fevereiro, que encerrou hoje. Simon Stiell, diretor-executivo da entidade, destacou a importância de entregar Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) "de primeira linha".


Pelo Acordo de Paris, a cada cinco anos os países devem estabelecer metas de redução de gases de efeito estufa e detalhar as estratégias para alcançá-las. No entanto, apenas Emirados Árabes Unidos, Brasil, Suíça, Reino Unido, Nova Zelândia e Estados Unidos enviaram suas últimas atualizações. China, União Europeia e Índia, grandes emissores globais, planejam apresentar seus planos ao longo do ano.


Durante um discurso em Brasília, Simon Stiell ressaltou a importância de priorizar a qualidade dos planos climáticos. “Esses documentos estão entre as políticas públicas mais relevantes deste século”, afirmou, pedindo que os países utilizem o tempo adicional para garantir propostas robustas. Ele destacou que as NDCs devem ser enviadas até setembro para inclusão na avaliação global de redução de emissões, que será apresentada na COP30.


A COP30, marcada para novembro em Belém (PA), será uma oportunidade para os países revisarem seus avanços e avaliarem o quão distante o mundo está das metas de aquecimento global estabelecidas no Acordo de Paris.


Stiell reconheceu o cenário geopolítico desafiador, citando a saída dos EUA do Acordo de Paris, anunciada pelo presidente Donald Trump. Ainda assim, apontou os investimentos em energia limpa como um motivo para otimismo.


André Corrêa do Lago, presidente da COP30, também enfatizou a necessidade de colaboração com empresas, cidades e estados para compensar os retrocessos nacionais. “A participação de atores além dos governos nacionais se tornou mais importante do que nunca por conta de países importantes agora abandonarem o processo”, disse.


Sofia Gonzales-Zuniga, do Climate Action Tracker, expressou decepção com o baixo número de submissões. "Esperamos que isso marque um ponto de virada", afirmou à reportagem do Climate Change News, pedindo que os países acelerem seus compromissos climáticos. Segundo um representante da ONU, mais de 170 nações já sinalizaram a intenção de enviar seus planos até setembro.


Fonte: Um só Planeta


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