O novo diretor internacional do Greenpeace Kumi Naidoo manifestou, hoje, aos parlamentares da Frente Ambientalista preocupação com a situação de devastação da Amazônia. Depois de ter visitado a região, o novo dirigente da ONG afirmou que o quadro “é horroroso”. O coordenador da Frente, deputado Sarney Filho (PV-MA) reforçou a preocupação de Kumi Naidoo, que é sul-africano, e ressaltou a importância do apoio do Greenpeace e de outras entidades na luta contra modificações na legislação ambiental. “Vocês têm sido parceiros nesse esforço para impedir a flexibilização do Código Florestal o que poderá aumentar os desmatamentos de áreas ainda preservadas”, afirmou Sarney Filho. Participaram da reunião com os dirigentes do Greenpeace, o líder do Partido Verde, deputado Edson Duarte (BA), o líder do PSOL, Ivan Valente e os deputados Jorge Koury (DEM-BA), Ricardo Trípoli (PSDB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Bassuna (PV-BA), Rocha Loures (PMDB-PR), além do diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani. Kumi Naidoo, que esteve durante seis dias em visita à Amazônia, elogiou “a beleza da floresta ainda preservada”, mas disse ter ficado chocado com a dimensão das áreas de desmatamento e também com a presença do trabalho escravo. “Vi desmatamentos numa escala que não conhecia”, afirmou o dirigente. Ele reforçou a disposição da entidade de lutar pela preservação da Amazônia por ser um bioma fundamental para o enfrentamento das mudanças do clima. Citando dados da ONU ele disse que os problemas causados pelas mudanças climáticas em todo o mundo já causaram mais de 300 mil mortes, atingindo em especial as populações mais pobres do Planeta. “A África do Sul e o Brasil têm muito mais em comum do que a paixão pelo futebol. Enfrentamos um grave quadro de desigualdade social e problemas ambientais”, enfatizou. O líder do PV, deputado Edson Duarte parabenizou a escolha do dirigente lembrando que as ONGs têm sido parceiras da Frente. “Infelizmente ainda lutamos contra grupos que consideram a questão ambiental como adversária do desenvolvimento. É triste ver que enquanto o Brasil se coloca em fóruns mundiais como defensor do meio ambiente, aqui no Congresso Nacional ocorra tanta pressão para a revisão do Código Florestal”, lamentou. O deputado Ivan valente também citou a importância do apoio da sociedade civil para impedir retrocessos na política ambiental.
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